Godfathers: Os 7 Maiores Capos da Máfia Siciliana

A história da máfia é também aquela das carreiras criminosas de alguns Chefes que marcaram a expansão da Cosa Nostra, na Itália e nos Estados Unidos. A seguir a lista dos principais “Capos” da máfia Siciliana a partir do começo do século 20 até hoje. Veja a seguir os 7 Maiores Capos da Máfia Siciliana.

1) Vito Cascio Ferro

Mafioso vito cascio ferro

Vito Cascio Ferro nasceu em Palermo, em 1862, emigrou-se para Nova York, para depois retornar a Sicília em 1904. Cascio Ferro, semi-alfabetizado, de aparência elegante, barbudo, despertava medo e respeito quando passava, e quando visitava os territórios “de sua pertinência”, onde todos lhe prestavam homenagem.

De sua escola vieram muitos mafiosos que depois organizaram o crime na América, mantendo relações estreitas com sua terra natal. Com ele a máfia realiza um salto de qualidade, na proteção sistemática, do “pizzo”(dinheiro em troca de proteção), que com Cascio Ferro tornou-se um sistema.

A figura de Vito Cascio Ferro se encaixa perfeitamente na conturbada história da Sicília do primeiro ‘900. Com a sua partida para a América, nasce o fenômeno da “Cosa Nostra” .

2) Don Calogero Vizzini

Don Calogero Vizzini

Apelidado de “Don Caló o General”, Calogero Vizzini (Villalba, 24 de julho de 1877 –12 de julho de 1954),  foi Chefe da máfia siciliana durante os anos da ocupação da Sicília pelas tropas aliadas americanas, durante a Segunda Guerra Mundial.

O homem de honra” temido e respeitado por todos, foi imposto como prefeito de Villalba (província de Caltanisetta) dall’Amgot, o governo militar dos EUA nos territórios ocupados, provavelmente para compensá-lo pela a ajuda que a máfia siciliana, e ele em particular , deram na expulsão dos fascistas da ilha.

Após a guerra favoreceu a liberação de muitos chefes da máfia presos, ou ao confinamento, contribuindo para o renascimento da nova máfia. Calogero Vizzini era amigo estreito de Lucky Luciano, junto ao qual funda uma fábrica de confete e doces, em Palermo, onde o seu escopo era aquele de esconder o tráfico de heroína.

Don Calò morre de velhice aos 77 anos , em 1954, deixando uma propriedade estimado em vários bilhões, acumulados em menos de 10 anos.

3) Michele Navarra

Michele Navarra

Pouco antes de morrer, Don Calogero deixa entender que em seu lugar, ele queria que fosse de Michele Navarra.

Nascido em Corleone em 1905, Don Michele Navarra era uma pessoa muito importante na pequena comunidade de Corleone. Na verdade, o povo de Corleone chamava-o de Il Padre Nostro, em siciliano “u Patri nostru”. Ele era um médico por profissão, aspecto por algumas maneira estranha, quando se considera que um médico deveria estar trabalhando para salvar vidas.

Quando cai o fascismo e os aliados americanos voltaram para os Estados Unidos, Navarra tentou explorar a situação a seu favor. Graças a seu primo Angelo Di Carlo, um mafioso que tinha escapado de Corleone e que na América tornou-se um dos assassino de confiança de  Lucky Luciano, Navarra obtém um encontro com um dos oficiais da AMGOT ( gestores do patrimônio militar) e torna-se o proprietário dos veículos militares que os aliados haviam deixado na ilha.

Corleone, durante os anos em que havia Michele Navarra no comando, tornou-se o palco de assassinatos brutais. Em quatro anos, 1944-1948, mais de 150 pessoas foram mortas. Logo, no entanto, Don Michele Navarra tinha que contar com a vontade de poder de seus homens de confiança,  já não estavam mais dispostos a dividir as migalhas.

Entre esses verificou-se, particularmente, a figura de Luciano Liggio.

4) Luciano Liggio

luciano liggio

Apelidado pelos investigadores de “la primula rossa”, o corleonese Luciano Leggio  (Corleone, 6 gennaio 1925),  ainda jovem tomou o lugar de chefe da máfia de Michele Navarra e se prevaleceu em Palermo, colaborando com Salvatore Riina e Calogero Bagarella e Bernardo Provenzano.

Rapidamente ele conquistou os mercados ilegais e enriqueceu a família Corleone, explorando o trabalho de construção urbana, pública e privada, e usufruindo dos suportes de Vito Ciancimino, naqueles anos vereador e prefeito de Palermo.

Acusado pelo assassinato do sindicalista Placido Rizzotto (1948) e do chefe da máfia de Corleone, Michele Navarra (1958), foi preso pela primeira vez em 14 de maio de 1964.

Chefe da máfia, para quem? Absolvidos por falta de provas! Mafioso impiedoso, em 1971 matou o promotor chefe de Palermo Pietro Scaglione. Foi finalmente preso em Milão 16 de maio de 1974 e acabou na cadeia. Suas declarações ficaram famosas:

Ele disse: “Eu era considerado um chefe da máfia e não é verdade, é farsa: A máfia não existe.” Ele morreu na prisão de um ataque cardíaco em 15 de novembro de 1993.

5) Salvatore Riina

totó riina

 Salvatore Riina, apelidado de “Totó” (Corleone, 16 de novembro, 1930) também é indicado pelos apelidos “U Curtu”, devido sua estatura e também “a besta”, adotado para indicar sua ferocidade sangrenta.

Aos 19 anos Riina, foi condenado a uma pena de 12 anos, concedida parcialmente na prisão de Ucciardone por matar um outro rapaz em uma luta. Com um passado de assassinatos a serviço do feroz chefão Leggio, Riina tornou-se seu sucessor, quando ele foi confinado a prisão perpétua na Sardenha. Embora, por um período Riina trabalhou como regente do clã, ele era demais ambicioso para permanecer sob as ordens de Leggio, do qual se distanciou cada vez mais.

Sob a direção de Riina, a família de Corleone cresceu em seu próprio poder, proveniente do envolvimento com  tráfico internacional de drogas e na extorsão de  grandes grupos empresariais. Apoiado por seu amigo e conselheiro Bernardo Provenzano, feroz como ele, começou a planejar a lenta, mas precisa destruição da  “velha guarda” de Cosa Nostra.

Nos anos 80 assim começa sua ascensão ao poder da Cosa Nostra. Ordenou os massacres e assassinatos de todos os outros chefes da máfias, dando vida a famosa segunda guerra da máfia. O massacre continuou até 1982, quando se estabelece uma nova “Comissão” composta apenas pelos capimandamento leais à Riina e guiados pelo mesmo Riina.

Em 15 de janeiro de 1993, quando Riina foi capturado pelo ROS (Grupo de Operações Especiais) da Carabinieri; o chefe já tinha nas costas duas condenações com prisão perpétua como pena. Sua prisão aconteceu no centro de Palermo, ao lado de sua casa em Via Bernini, onde Riina tinha passado 25 anos escondido.

6) Bernardo Provenzano

bernardo provenzano

Sua fuga durou 43 anos, por muito tempo foi considerado uma vítima de arma branca.

Seu esconderijo foi encontrado apenas na primavera de 2006, quando foi descoberto que o super chefe Bernardo Provenzano tinha seu refúgio em uma fazenda de Corleone, onde se comunicava através dos famosos “Pizzini”, bilhete de papel, com o qual ele dava ordens aos seus afiliados.

Provenzano ( Corleone 31 de janeiro de 1933 ), iniciou a sua carreira nos anos 50, junto com Salvatore Riina, tornando-se o tenente mais confiável de Luciano Liggio, então chefe de Cosa Nostra próprio em Corleone.

Leggio disse dele: “Atira como um Deus, mas tem o cérebro de uma galinha.”

Provenzano chega ao topo da Cosa Nostra no início dos anos 80, após ter feito morrer todos os rivais. Mas por muito tempo, Provenzano foi considerado apenas um assassino sem escrúpulos, ao longo dos anos também mostrou sua capacidade nas organizações de lavagem de dinheiro sujo.

E não só: seus colaboradores mais próximos trouxeram à luz, também a influência que teve na gestão dos contratos ilegais e os seus contatos com o mundo político. Bernardo Provenzano morreu em 13 de julho de 2016, aos 83 anos de idade.

7) Matteo Messina Denaro

matteo messina denaro

Já, a história épica dos Corleonese terminou com a detenção de Bernardo Provenzano e mais ou menos a partir desse dia , Matteo Messina Denaro, o chefe dos chefes, o último dos padrinhos.

Denaro ( 26 de abril de 1962 ), é hoje o homem que reina sobre Costa Nostra, procurado pela polícia de meio mundo, mas longe de ser encontrado. Quase um fantasma!

A sua história, é feita de pão e máfia. Porque o pai, Francesco, era o capomandamento de Castelvetrano, uma cidade na província de Trapani, a dois passos de Mazara del Vallo, onde  esta história começou. Don Ciccio ensinou tudo a seu filho, incluindo os segredos de se esconder.

Fiel de Totò Riina, após a prisão do chefe que desejava a morte de Falcone e Borsellino, colocou-se sob as ordens de Provenzano, padrinho com a qual trocava pizzini cheios de respeito, afeto, e ordem, mas, que na verdade, seguia apenas em parte.

Ele era um homem de ação, Messina Denaro. Do Invisível, no entanto, nenhum vestígio ou quase. A suspeita é que esteja situado em seu território, na província de Trapani, porque essa é a história de todos os padrinhos, de Don Calò Vizzini em diante. Mas Matteo Messina Denaro é um chefe diferente. Amava e talvez ainda ama a boa vida. As belas roupas, os carros de luxo, as viagens. As mulheres, sobretudo.

Tornou-se o homem mais procurado, está entre os 5 primeiros entre os criminosos mais perigos do mundo.

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One Response

  1. Robson Sposato
    2 de junho de 2016

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