Família do crime Patriarca, também conhecida como “The Office”

A família do crime Patriarca tem diferentes nomes; é conhecida como a família criminosa de Nova Inglaterra, a família do crime de Providence, a família do crime de Boston, ou “The Office”; tem origem ítalo-americana, e tem sua base estabelecida na região da Nova Inglaterra. A família mafiosa possui duas facções distintas, uma ativa em Providence, Rhode Island; e outra em Boston, Massachusetts.

Esta família é liderada, atualmente, por Carmen Dinunzio na facção de Boston, e Matthew Guglielmetti, na facção de Providence.

História Anos iniciais

Separadamente, duas famílias da Máfia surgiram em Nova Inglaterra antes da Proibição começar. Uma fundada e estabelecida em Boston, Massachusetts, e a outra em Providence, Rhode Island. A família do crime de Boston foi fundada em 1916, por Gaspare Messina. Em 1917 Frank Morelli instituiu a família do crime de Providence.

Morelli veio no controle das operações de contrabando e jogos ilegais em Providence, Rhode Island, Maine e Connecticut. Em 1924 Gaspare Messina renunciou/abandonou a chefia da Mafia de Boston, assumindo o cargo de empresário, enquanto trabalhava com Frank Cuchiara e Paolo Pagnotta em uma mercearia, em Prince Street, ao extremo norte de Boston.

Durante esse período, sucederam-se lutas pelo poder e superioridade na Facção de Boston, onde as gangues rivais lutavam pelo comando do agiotismo, apostas ilegais, jogos de azar, contrabando e extorsão. Filippo Buccola, o gângster do leste de Boston, se tornou o chefão da família do crime de Boston. Em dezembro de 1930, uma reunião da Máfia foi realizada, na qual Gaspare Messina foi eleito, temporariamente, o “capo dei capi”, o chefe dos chefes da Máfia Americana. Messina se aposentou dos assuntos da Máfia por volta do início da década de 1930. Morreu em Junho de 1957, em sua casa, na cidade de Somerville, Massachusetts.

No decorrer dos anos iniciais da década de 1930, Buccola travou outro combate contra gangues étnicas, por território, junto com Joseph Lombardo, seu “braço direito”, um mafioso do extremo norte de Boston. Em dezembro de 1931, Lombardo ordenou o assassinato de Frank Morelli, o chefão da gangue irlandesa Gustin Gang, do bairro Sul de Boston. Com isso, em 1932, Frank Morelli unificou sua família, de Providence, com a família de Buccola, formando a família do crime de Nova Inglaterra. Buccola liderou a nova família da parte leste de Boston, e ele continuou a ter sua concorrência assassinada.

Com o assassinato do chefe da gangue judaica de Boston, Charles Solomon (também sob seu comando), Buccola legou a si mesmo o título de maior e mais poderoso gângster de Boston. Em 27 de abril de 1952, Buccola realizou uma festa em Johnston, Rhode Island, celebrando sua “aposentadoria” e a ascensão de Raymond Patriarca ao poder de chefe da família do crime de Nova Inglaterra. Buccola se retirou para Sicília em 1954 e comandou uma granja; morreu em 1987, de causas naturais, na idade de 101 anos.

 A Era Patriarca

Em 1954, Raymond Patriarca operou drásticas mudanças na família, a maior delas foi mover a base de operações da família para Providence, em Rhode Island. Ele dirigiu sua família a partir da Empresa de Serviço Nacional de Cigarro e da Coin-O-Matic Distribuidores, uma máquina automática de vendas e um negócio de Pinball, na Avenida Atwells, em Federal Hill, um bairro de Providence. O negócio era conhecido pelos membros da família como “O Serviço”.

Patriarca era um líder severo e impiedoso. Ele comandou por décadas sua família criminosa com muito êxito. Ele deixou bem claro que outras famílias não estavam permitidas a operarar em Nova Inglaterra; era também habilidoso em evitar a polícia e manter um perfil discreto, dessa forma teve poucos problemas com os policiais e seu empenho, na prática. A família se aventurou em novas atividades ilegais, como pornografia e narcóticos, embora o informante da máfia, Vincent Teresa, tenha insistido que Patriarca proibiu sua família de lidar com drogas.

Durante seu reinado como chefe, Patriarca formou uma forte relação com as famílias criminosas de Nova York, Genovese e Colombo. Patriarca trabalhou junto à família Genovese e decidiu que o rio Connecticut seria a linha divisória entre as famílias de Nova York e a sua. A família criminosa de Nova Inglaterra iria controlar o crime organizado em Worcester (onde o Genovês Carlo Mastrototaro era o “cabeça” e liderou como o chefe local durante meio século) e em Boston, assim como o estado do Maine; enquanto a família Genovese iria controlar o crime organizado em Hartford, Springfield e na Albânia.

Durante um longo tempo, o braço direito de Patriaca, Enrico Tameleo, foi até membro da família Bonanno em Nova York. Além de ter laços estreitos com a poderosa Máfia de Nova York, Patriarca também estava na comissão dirigente da Máfia, e tinha investimentos em dois cassinos em Las Vegas. Outro subalterno de Patriarca era Gennaro “Jerry” Angiulo, ele estava envolvido com loterias ilegais em Boston, e estava sendo ameaçado por outros gangsters rivais, por não ser, de fato, um membro. Angiulo resolveu esse problema pagando U$D50.000 (cinquenta mil dólares) para Patriarca, aceitando, ainda, paga-lo U$D100.000 (cem mil dólares) por ano, para se tornar um membro da família. Angiulo se estabeleceu em Boston, e obteve completo controle dos jogos de azar na cidade.

O Encontro em Apalachin e sua repercussão

Em 1957, mais de 60 de todos os mais poderosos chefões do país se encontraram em Apalachin, um lugarejo no interior da cidade de Nova York. A Reunião de Apalachin foi frequentada pelas mais altas figuras reconhecidas no crime organizado, como, por exemplo, Joe Bonanno, Carlo Gambino e Vito Genovese. Raymond Patriarca também estava sempre presente, sendo preso subsequentemente. O Encontro de Apalachin atraiu muita atenção para Patriarca, por parte da imprensa, do público e dos oficiais.

A situação se tornou pior para Patriarca e sua família em 1961, quando Robert F. Kennnedy se tornou Procurador Geral do Estado, e começou um ataque contra o crime organizado.

As agências da polícia trabalharam para implantar informantes dentro da gangue, e finalmente tiveram sucesso, em 1966, quando Joe Barboza, um dos capangas da família Patriarca, que afirmou ter matado 26 pessoas, foi preso sob a acusação de ocultamento de armas. Barboza começou a ficar preocupado quando Patriarca não pagou sua fiança e dois de seus amigos foram mortos, tentando o fazer. Barboza então, se tornou o informante pouco tempo depois. Patriarca e Erico Tameleo foram indiciados em 1967 pelo assassinato de Willie Marfeo, um corretor de apostas de Providence.

Patriarca foi condenado e começou a cumprir sua pena em 1969. Enquanto Patriarca estava na prisão, Angiulo se tornou chefe interino. Patriarca foi solto em 1974, e retomou o controle da família. Por seu testemunho, Barboza recebeu uma pena de um ano de prisão, incluindo o tempo de serviço prestado ao Governo. Lhe foi concedida a liberdade condicional em Março de 1969, sob a sentença de deixar Massachusetts para sempre. Em 1971 ele se declarou culpado da acusação de um assassinato de segundo grau, na Califórnia, e foi sentenciado a cinco anos na prisão de Folsom. Menos de três meses depois de ter sido posto em liberdade, ele foi assassinado por Joseph Russo, “J. R.”, em São Francisco, no dia 11 de fevereiro de 1976.

Patriarca foi importunado pela polícia pelo resto de sua vida, e foi acusado diversas vezes de uma grande variedade de crimes, até o dia de sua morte, em 1984. Em 1978, Vinnie Teresa testemunhou que Patriarca participou, em 1960, de uma tentativa, através da Agência Central de Inteligência, para matar Fidel Castro, que nunca foi efetivamente executada. Em 1983, Patriarca foi acusado pelo assassinato de Raymond Curcio, e em 1984, foi preso pelo assassinato de Robert Candos, quem Patriarca acreditou ser um informante.

Raymond Patriarca, “O Patrão”, morreu de um ataque cardíaco, na idade de 76 anos, em 11 de julho de 1984.

Declínio

Após a morte de Patriarca, a Máfia de Nova Inglaterra iniciou um longo período de declínio, resultante de processos judiciais e de violência interna. Jerry Angiulo tentou assumir a chefia, apesar de estar na prisão. No entanto, Larry Zannino, o tenente superior da família apoiou o filho de Patriarca, Raymond Patriarca Jr. para o cargo. A Comissão Nacional da Máfia aprovou a ascendência de Patriarca Jr. para a liderança, e sua posição foi confirmada.

Zannino foi feito conselheiro, mas foi sentenciado a trinta anos de prisão em 1987. Gennaro Angiulo foi sentenciado a 45 anos de prisão por acusações de extorsão e crime organizado, junto com Charles Tashjian. Outros membros seniores foram mortos ou encarcerados, tal como Henry Tameleo e Francesco Intiso. William “The Wild Man”, Grasso,  um gângster situado à leste de Hartford, em Connecticut, se tornou o subchefe, por conta da fraca liderança do jovem Patriarca.

Alguns agentes da lei acreditaram que era Grasso quem realmente estava no comando, mas esses tumores acabaram quando Grasso foi encontrado morto em junho de 1989, por um gângster de Springfield, no momento em que as facções da família começaram a brigar entre si pela supremacia. A morte de Grasso enfraqueceu a posição de Patriarca Jr.

Em 26 de março de 1990, Raymond Patriarca Jr. e outros 20 membros da família e associados, foram acusados de diversos crimes, como numerosos negócios ilegais, extorsão, narcóticos, jogos de azar e assassinatos, incluindo o subchefe Bianco, o conselheiro Joseph Russo e os tenentes Biagio DiGiacomo, Vincent Ferrara, Matthew Guglielmetti, Joseph A. Tiberi Sr, Dennis Lepore, Gaetano J. Milano, Jack Johns, John Castagna, o “Sonny”, Louis Fallia, Frank e Louis Pugliono, Frank Colontoni e Robert Carrozza.

As prisões foram descritas como “o ataque mais abrangente já lançando em uma única família do crime organizado”. Um dos elementos mais prejudiciais de evidências foi a gravação de uma fita da cerimônia de iniciação da Máfia, na qual 13 mafiosos estavam presentes. Por causa desse constrangimento, Patriarca foi substituído de seu cargo como chefe, por Bianco, o qual, manteve um perfil discreto. No entanto, em 1991, Bianco foi sentenciado a 11 anos de prisão, enquanto outros oito membros da família foram condenados pela Lei de Organizações Influenciadas e Corruptas de Extorsão e Chantagem (RICO). Bianco morreu na prisão em 1994.

Patriarca foi sentenciado a 8 anos de prisão, em 1992, depois de ter se declarado culpado pelas acusações de extorsão. Em 6 de Janeiro de 1992, todos os réus do caso RICO se declararam culpados e receberam longas sentenças e grandes multas. Em 1993, outros 26 foram acusados e condenados por executarem operações de apostas ilegais (jogo do bicho, por exemplo).

Guerra Interna

Frank Salemme tomou a liderança da família depois das tribulações e moveu a base da família de volta para Boston. A ascensão de Salemme para a posição de chefe, no entanto provocou tensões entre as facções. Em 1991 e 1992, seis mortes relacionadas à máfia foram resultado da violência interna entre as famílias. A guerra entre Salemme e um bando de gangsteres rebeldes perpetuou por muitos anos, resultando no assassinato de muitos membros da máfia acumulados por todas as partes de Massachusetts, até 1996.

Em janeiro de 1995 Salemme foi indiciado junto com Stephen Flemmi e James Bulges, “Whitney”, sob acusação de extorsão e negócios ilegais. Salemme descobriu através de documentos apresentados na corte, que seus aliados mais próximos, Flemmi e Bulher, eram informantes de longa data do FBI. O amigo de Bulger, agente John Connoly, do FBI (Federal Bureau of Investigation), deixou-o executar suas operações criminosas impunemente, em troca de informações sobre a família Patriarca.

Depois de Salemme ser preso, uma facção rebelde liderada por Robert F. Carrossa, Anthony Ciampi e Sr. Michael P. Romano, travou uma guerra contra os leais à Salemme. Em abril de 1997 o FBI acusou 15 membros dessa facção rebelde, incluindo Robert F. Carrozza, Anthony Ciampi, Sr. Michael P. Romano, Paul A. DeCologero, Anthony Allan Diaz, Vincent Michael Marino, John J. Patti III, Enrico M. Ponzo, Christopher Puopolo, Eugene A. Rida, Jr., Nazzaro Ralph Scarpa, John M. Arciero, Leo M. Boffoli, Todd Mitchell, Sean Thomas Cote e Mark F. Spisak.

O testemunho do grande júri que resultou nas acusações, era dominado por Sean Thomas Cote, o primeiro dos quatro membros indiciados para se tornar testemunha do governo. Quando o veredito para o julgamento foi divulgado, o juiz absolveu os réus da maior parte das acusações, e estava num impasse entre as acusações de assassinato e extorsão. Enquanto um segundo julgamento estava em andamento, vários dos réus – incluindo Anthony Ciampi e Eugene Rida – mudaram suas defesas/argumentos para culpados.

Em 9 de dezembro de 1999, Salemme se declarou culpado das acusações de extorsão e fraude, sendo sentenciado a onze anos de prisão, em 23 de Fevereiro de 2000. No início de 2001, Salemme concordou em testemunhar contra Flemmi e Bulger.

Virada do Século

Estima-se que a família do crime de Nova Inglaterra possua atualmente cerca de 40 membros controlando a influencia na área de Nova Inglaterra, especialmente nas cidades de Boston e Providence. Nos últimos anos a família vem sendo atacada com diversas acusações da RICO por parte do FBI, e dois capitães (Mark Rossetti e Robert DeLuca) se tornaram informantes do governo. Dizem que a estrutura do poder da família retornou para Boston no início de 2010.

O chefe atual da família é Peter Limone, “Chefe Cavalo Louco”, que assumiu em 2009. Limone foi preso em 2009 e acusado de extorsão. Lhe foi dada uma prisão condicional em 1º de julho de 2010.

O chefe aposentado, Luigi “Baby Shacks” Manocchio foi preso em Fort Lauderdale, na Flórida, em 19 de janeiro de 2011, sendo acusado de extorsão e formação de quadrilha. Manocchio se afastou do cargo de chefia em 2009, depois que o FBI iniciou uma investigação em dois clubes de striptease (o “Cadillac Lounge” e o “Satin Doll”), em 2008. Em fevereiro de 2012, Manocchio concordou em se declarar culpado por extorsão, sendo sentenciado a 5 anos e meio de prisão, em 11 de maio de 2012.

No final de 2009, Anthony DiNunzio, se tornou o chefe, depois que o anterior, Peter Limone, foi preso. DiNunzio opera desde o extremo norte de Boston, e é o irmão mais novo de Carmen DiNunzio. Em 2010, DiNunzio roubou o clube de strip em Rhode Island, com membros da família criminosa de Gambino. Em 25 de abril de 2012, DiNunzio se declarou culpado pela extorsão dos clubes de striptease de Rhode Island, sendo sentenciado a seis anos de prisão, em 14 de novembro de 2012.

Em 2 de outubro de 2014, o chefe ativo Antonio L. Spagnolo, o “Spucky”, de 72 anos e um homem renomado, Pryce Quintina, o “Stretch”, de 74, foram presos por, supostamente, terem extorquido milhares de dólares em troca da proteção de uma companhia de máquinas de vídeo poker, que instalava máquinas ilícitas de jogos em bares e clubes sociais. Spagnolo e Quintina são considerados renomados anciãos, membros da família criminosa Patriarca, da facção de Boston.

Atual situação

Após a condenação de Spagnolo em dezembro de 2015, Carmen “The Big Cheese” Dinunzio , do leste de Boston, tomou, supostamente, seu lugar como chefe interino, e provavelmente almeja ser feito chefe oficial quando Peter Limone se aposentar. Matthew Guglielmet, “O Bonitão”, de Craston, dizem ter substituído Dinunzio como chefe interino, administrando a facção da família em Providence.

Consigliere Anthony “Rabo de cavalo” Parillo, foi sentenciado a 5 anos de prisão por tentativa de assalto. Não se sabe bem quem tomaria seu lugar como conselheiro, em seguida; no entanto, Bobby Carrozza, do leste de Boston, ou Joseph Achille, de Providence, são os sucessores mais prováveis.

Chefes (oficiais e interinos)

(Exceto Frank Morelli)

1916-1924 – Gaspare Messina — renunciou; morreu em 1957

1924-1954 – Filippo Buccola, “Phil” — reuniu as duas famílias em 1932; aposentado; morreu em 1987;

1954-1984 – Sr. Raymond L.S. Patriarca  — preso em 1970; morreu em 11 de julho de 1984;

1984-1991 – Raymond Patriarca Junior — renunciou em 1991;

1991-1991 – Nicholas Bianco, “Nicky” — preso em 28 de dezembro de 1991 e morreu em 14 de dezembro de 1994;

1991-1996 – Frank Salemme, “Cadillac Frank” — encarcerado em 1995; tornou-se testemunha do governo.

(Interinos)

1995-1996 – John Salemme, “Jackie”  — irmão de Frank Salemme; preso;

1996-2009 – Luigi  Manocchio, “Baby Shacks” — renunciou; aprisionado;

2009– presente – Peter Limone, “Chief Crazy Horse”  — preso;

Ativo 2009-2012 – Anthony L. DiNunzio — preso em 25 de abril de 2012;

Ativo 2012-2015 – Antonio L. Spagnolo, “Spucky”  — preso em 2 de outubro de 2014;

Ativo 2015 – presente – Carmen  Dinunzio, “The Big Cheese”.

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