Família criminosa de Los Angeles, mais conhecida como “Mickey Mouse Mafia”

A Família do crime de Los Angeles é uma organização criminosa ítalo-americana com base na Califórnia, como parte da Máfia Americana (ou, Cosa Nostra). Desde seu início no comecinho do século XX, se espalhou pela California Sulina. Como a maior parte das famílias dos Estados Unidos, a família criminal de L.A. obteve poder contrabandeando durante a Era da Proibição. A família alcançou seu ápice nos anos 1940 e princípio dos anos ’50 sob controle de Jack Dragna, que era membro da Cúpula mafiosa, embora a família nunca tenha sido maior que as famílias de Nova York ou Chicago. Desde a morte deste, a família criminosa entrou num declínio gradual, com a Chicago Outfit lhes representada na “Comissão”.

As fontes para um punhado de informações sobre a história da família são: o testemunho de Aladena Fratianno “Jimmy the Weasel” – que, em finais da década de 1970, tornou-se o segundo membro da história da Máfia Americana a testemunhar contra a mesma e The Last Mafioso (1981) (“O Último Mafioso”, em tr. livre), uma biografia de Fratianno por Ovid Demaris. Desde os anos 1980, a Lei de Organizações Corruptas e de Natureza Extorsiva (em Inglês, o RICO Act) tem sido eficaz em condenar mafiosos e minguar a Máfia Americana; como todas as famílias nos Estados Unidos, a Máfia de Los Angeles agora apenas ostenta uma fração de seu antigo poder. Não possuindo uma forte concentração de ítalo-americanos na região deixa a família em embate com as muitas gangues de rua de outras etnias em uma cidade conhecida como a “Gangue Capital da América”. A família do crime de Los Angeles foi a última família da Máfia a deixar o estado da Califórnia.

Origens e predecessores

Os anos primórdios do crime organizado da Califórnia foram marcados pela divisão de várias gangues de rua italianas tais como as organizações Black Hand no início do séc. XX. A mais proeminente dessas foi a família Matranga, gangue regida por parentes de Charles Matranga, fundador da família criminal de Nova Orleans. Os negócios legítimos dela eram com venda de frutas. Quando não, usavam ameaça, violência, incêndio doloso, e extorsão para controlar a área “Plaza”, que era o coração da comunidade ítalo-americana de Los Angeles à época. Seu primeiro líder foi Orsario Matranga, o “Sam”, que iniciou sua liderança na família em 1905. Os parentes de Sam Salvatore Matranga, Pietro Matranga (o “Peter”), e Antonio Matranga (o “Tony”) eram outros membros da gangue.

Joseph Cuccia era um criminoso respeitado entre o submundo do crime, o qual servia como tradutor na corte para italianos que não falavam Inglês. Isso fez dele um homem benvisto, na comunidade italiana. Quando o proeminente líder do Black Hand Joseph Ardizzone se envolveu numa disputa com George Maisano, membro da gangue Matranga, ambos foram até Cuccia para que mediasse a disputa. Cuccia era um parente de Ardizzone e membro de sua família do crime. Governava a favor de Ardizzone, fazendo com que os Matrangas ameaçassem os Cuccia. Em resposta, Ardizzone baleou e matou Maisano em 2 de julho de 1906. Ardizzone então fugiu das autoridades e tornou-se fugitivo procurado.

Com Ardizzone desparecido, os Matrangas cumpriram sua promessa de vingança. Em 25 de setembro de 1906 Cuccia leveu um tiro e morreu, supostamente por Tony Matranga. Com ambos, Ardizzone e Cuccia, falecidos, os Matrangas tornaram-se a força dominante em Los Angeles. No entanto, o poder deles estava limitado à parte interna da comunidade de Plaza. Para mudar isso, eles cooperaram com a polícia. Cedendo informação sobre os inimigos deles e recebendo imunidade pela maioria de seus crimes, os Matrangas conseguiram expandir seu poder e influência. Ardizzone retornou para Los Angeles em 1914 e retomou o controle de seu feudo com a família Matranga. Sam e seu sucessor, Pietro Matranga (o “Peter”), foram assassinados, ambos, num intervalo de 33 dias de diferença, em 1917. Mike Marino (vulgo Mike Rizzo), um aliado de Ardizzone, era o encarregado dos assassinatos.

Embora o líder seguinte deles, primo Tony Buccola, conseguiu a vingança e matou Marino em 1919, os muitos anos de violência arruinaram a família Matranga. Estava ficando claro que a facção de Ardizzone estava ganhando a guerra. Com a ascensão de contrabandistas nos anos 1920, o poder dos Matranga entrou em declínio e eles foram eliminados, com o desaparecimento de Buccola em 1930.

Vito Di Giorgio, um Tratante Negro (Black Handler) e proprietário de bomboneria, mudou-se para os Estados Unidos, vindo de Palermo, Sicília em 1904, e para Los Angeles, vindo de Nova Orleans, em 1920. Ele foi, possivelmente, o primeiro chefe do que viria a se tornar a família do crime de Los Angeles. Com a permanência e persistência do feudo Ardizzone-Matranga, Di Giorgio foi capaz de se realocar, indo para Los Angeles, e trazendo alguma ordem para o submundo de Los Angeles. Di Giorgio era conhecido como um homem intimidador e enérgico que estava em conflito com várias facções locais do submundo. Di Giorgio manteve conexões fortes com mafiosos de Nova Orleans, no Colorado, e Chicago, e era primo, amigo próximo e associado mafioso do mafioso de New York City Giuseppe Morello, o primeiro chefe da Família criminosa Morello. Ele sobreviveu a duas tentativas por sua vida antes de ter sido assassinado em Chicago, em 1922, enquanto cortava seu cabelo. Seu subchefe, Rosario DeSimone, que mudou-se de Pueblo, no Colorado para Los Angeles por volta da mesma época que Di Giorgio, era outra figura de poder com certa permanência; que detinha o controle dos desvios, à sorrelfa, no Condado de Los Angeles. DeSimone saiu da posição de topo oficialmente, nos anos 1920, porém ainda era o real poder em sua organização.

Albert Marco assumiu o controle de Los Angeles nos anos 1920, não por trabalhar com a Máfia local, mas com a “Gangue do Governo Municipal” – um “maquinário” político de Los Angeles regido e liderado por Kent Kane Parrot e Charles H. Crawford.Isso transformou Marco no Vice-Lorde de Los Angeles, ganhando U$D 500.000,00 de bordéis de prostituição,  sozinho. Com Crawford e Parrot controlando o governo municipal e a imprensa local, a Gangue do Governo Municipal foi capaz de operar em contrabando, prostituição e desvios de apostas ilegais às escuras, com pouco escrutínio da força policial. Isso tudo mudou quando Marco foi condenado por assalto à mão armada em 1928, e a Guangue do Governo Municiapal decaiu após um movimento de reforma, o qual, fez uma varredura por toda L.A., no findar dos anos 1920. Desde então uma horda de mafiosos tem lutado para assumir o comando das operações de licor que Marco e a Gangue do Governo Municipal havia dominado, anteriormente.

Em agosto de 1928, Palumbo foi o sétimo contrabandista morto em um período de seis semanas. Palumbo era o tenente e vice de Marco no poder, e foi assassinado por recusar a mesclar suas operações criminosas com as de Rosario DeSimone. O vice de DeSimone, Dominic DiCiolla (vulgo Dominick De Soto) foi absolvido do homicídio e assumiu o comando das operações de licor de Palumbo. Quando tentou desafiar poderes mais elevados passando a atuar em desvios pecuniários de apostas sindicais, ele foi assassinado em 1931.

História

Joseph Ardizzone “o Homem de Ferro” retornou à Califórnia em 1914 e foi absolvido de ter matado Maisano em 1915 devido à falta de evidências, e não haver nenhuma testemunha que pretendesse testemunhar.Ele rapidamente retornou ao poder e assumiu o controle dos desvios de dinheiro de Los Angeles. Ardizzone associou-se com Jack Dragna e eles trabalharam juntos, bem de perto, por mais de 10 anos. Durante a Proibição os dois tiveram bom êxito no gerenciamento de operações de contrabando na Califórnia Sulina, assim como de apostas e extorsão. Por volta do fim dos anos 1920, ele foi rapidamente expandindo seu poder e influência. Sob o “mandato” de Ardizzone, o crime organizado começou a se consolidar sob a bandeira dele, já que dominava as atividades criminosas de L.A. No findar dos anos 1920, Dragna e Johnny Roselli constantemente batalharam contra Charlie Crawford, na briga pelo controle dos desvios lucrativos advindos do contrabando. Com as mortes de Buccola e DiCiolla em 1930 e 1931, respectivamente, Ardizzone (que era o principal suspeito em ambos os homicídio) era incontestavelmente o líder do crime em L.A. Ele montou a Liga Protetiva Italiana, tendo Dragna como seu presidente, Ardizzone como seu vice-president, e o senador do Estado da Califórnia Joseph Pedrotti como seu Diretor. A organização tinha algumas motivações políticas e sociais, porém principalmente servia como forte músculo braquial para a família criminosa.

Seu reinado como chefe terminou quando ele desapareceu misteriosamente em 1931. Ardizzone estava num embate com o Sindicato Nacional do Crime, da Máfia, na Costa Leste, o que levou à eliminação de Ardizzone.

A Era Dragna

Jack Dragna assumiu o controle da família após a morte de Ardizzone em 1931 e conseguiu paz com o Sindicato Nacional. Além disso, seu irmão Tom Dragna foi feito seu consigliere, ao passo que seu sobrinho, Louis Tom Dragna, tornou-se homem honroso em 1947. Dragna foi o chefe de maior sucesso que a família de L.A. já teve. Embora não tenha sido capaz de infiltrar-se em muitos dos sindicatos da indústria do entretenimento, envolveu a família de Los Angeles no setor de entretenimento e trouxe a Mafia de L.A. para o cenário nacional. Ele foi honrado com um lugar na Comissão – o único chefe do oeste de Chicago a possuir um assento no conselho. Quando a Proibição terminou, em 1933, Dragna operou um enorme núcleo de agiotagem e um negócio de apostas ilegais. Junto de seu amparo próximo, John Roselli, a família da Máfia de Dragna terminaram com guerras de gangues locais por meio de levar o sindicato de apostas mais antigo (dirigido por Guy McAfee e Milton Page, o “Fazendeiro”) à bancarrota. Dragna e Roselli trabalharam com Joe Shaw (o irmão do Prefeito Frank Shaw) para tirar de jogada os apostadores formais de L.A. – muitos dos quais, fugiram para Las Vegas.[17] Por volta de 1937, a família do crime de Los Angeles controlava as apostas ilegais, em Los Angeles.[14]

Por meio de apostadores formais autônomos, Dragna usava extorsão para coletar dinheiro de suas operações. Enquanto a maior parte dos mafiosos simplesmente ameaçava danos a um dado empreendimento por não pagar tributos à organização deles  (desvio por proteção), a família de Dragna veio com um curso de ação mais sofisticado. Dragna enviava homens para ameaçar a empresa, então os proprietários pagavam a Dragna por asseguração (não cientes de que aqueles eram os próprios homens de Dragna). Dragna contudo, não foi capaz de controlar 100% dos desvios autônomos provindos de apostas. Além de Dragna ter ficado evitando os holofotes e a vida pública, frequentemente recebia a reputação de dominador semanal. De acordo com Mickey Cohen, Dragna era muito poderoso e bastante respeitado, mas não ajeitava as coisas bem do jeito que os chefes da Costa Leste tinham predileção. Embora não houvesse um punhado grande de italianos para se recrutar na Costa Oeste como havia antes na Leste, a família de L.A. contornou isso aceitando membros vindos de diferentes partes do país – tais como Johnny Roselli, de Chicago, Nick Licata, de Detroit, e Aladena Fratianno (“Jimmy the Weasel”) e Dominic Brooklier,de Cleveland. Dispondo do top­ sicário Frank Bompensiero e Jimmy Fratianno (que cometeu mais de 30 homicídios sob as ordens de seus superiores), Dragna fortaleceu seu passo à caminho de controlar o território – que se esticaria através da Califórnia e da Nevada Sulina. A família de Dragna também possuía conexões dentro do Departamento de Xerifes do Condado de Los Angeles, que era mais corrupto que a polícia da cidade (LAPD). Embora não tendo muita inflência em desvios sindicais, a família criminosa de Dragna infliltrou-se em alguns sindicatos nos ramos de lavanderia e importação de roupas.

Batalha da Faixa do Pôr do Sol

Benjamin Siegel mudou-se para Los Angeles em 1937 e ficou na Costa Oeste até sua morte, em 1947.

Quando Luciano Lucky (“o Sortudo”) enviou Benjamin “Bugsy” Siegel , desde New York City, para Los Angeles, a fim de assumir o comando dos interesses dele sobre a Costa Oeste (incluindo Las Vegas), ele formou uma parceria indigesta com Dragna. Siegel chegou a conseguir com que apostadores autônomos pagassem tributos aos já prósperos negócios de Dragna. Aparte isso, no entanto, Dragna ficou ressentido com o poder de Siegel infiltrando-se nos sindicatos da indústria de filmes. Siegel fez milhões extorquindo companhias produtoras de filmes e tinha apenas de pagar a Dragna um tributo por trabalhar em seu território. Com Nova York do lado de Siegel, houve pouco que Dragna pudesse fazer para assumir o controle do domínio da Comissão da cidade. A razão principal por que Siegel fora para a California foi organizar um serviço em rede de corridas de cavalo na Costa Oeste para o Sindicato Nacional, no qual Siegel e Dragna trabalharam juntinhos para estabelecer. Dragna e Siegel tentaram, com vário métodos, assumir o comendo do Serviço de Imprensa Continental (a principal agência de notícias à cabos da época). Tentativas de comprar a empresa e violentar moralmente seus proprietários não funcionaram, então organizaram sua própria empresa, chamada Trans-America. A Chicago Outfit naturalmente assumiu a rival Serviços Continentais de Corrida e deu a porcentagem inteira do esquema de corridas na Costa Oeste para Dragna, deixando Siegel furioso.

Assim que Siegel tornou-se indesejável para Nova York, foi marcado para ser morto. Embora o assassinato dele permaneça indeterminado, uma teoria aponta que os homens de Dragna teriam recebido a ordem de matá-lo. Após a morte de Siegel, seu tenente-chefe Mickey Cohen assumiu o comando, herdando suas operações de apostas e agiotagem no Condado de Los Angeles; o qual, em pouco tempo, se tornaria o chefe de sua própria família do crime, rival da de Dragna – e isso fez com que Cohen se tornasse o próximo alvo de Dragna. Dragna, primeiramente, começou a recrutar os homens italianos de Cohen (tais como Dominic Brooklier) para sua família e a matar os outros homens dele, tais como David Ogul, Frank Niccoli, Neddie Herbert, e Harold  Rothman “Hooky”. Contudo, por pura sorte, Cohen sobreviveu a muitas tentativas contra sua vida (John Roselli comparou Cohen a Bugs Moran). Em 1951, Cohen foi preso por evasão fiscal e a família de L.A. tocou avante seus negócios de apostas.

O número de assassinato de ampla audiência e de gangsters se mudando para a Costa Oeste, combinados com a retirada do Prefeito Frank L. Shaw por conta de acusações de corrupção relacionadas ao crime organizado, fizeram com que as atuações policiais deixassem de acomodar a Máfia. No findar dos anos 1930, o procurador geral da Califórnia Earl Warren assumiu, de modo notável, a dianteira de um pesado assalto ao império Dragna, desativando os barcos-cassino de apostas gerenciados por Anthony Cornero. Em 14 de fevereiro de 1950, a Comissão da Califórnia sobre o Crime Organizado destacou Dragna como sendo o cabeça de um sindicato criminoso que controlava o crime na Califórnia Sulina. Logo depois, vários dos membros de sua família foram presos pelo bombardeio da casa de Mickey Cohen. Dragna abandonou o estado e foi procurado para interrogatório. Posteriormente, ele se rendeu, e foi interrogado nas audiências Kefauver juntamente de Roselli e Bompensiero, mas negou todas as acusações contra ele. A família de Dragna, entretanto, permaneceu forte ao longo do início dos anos 1950.

DeSimone e Licata

Enquanto outras famílias da Máfia no país estavam prosperando, nos anos 1950, a família de L.A. estava iniciando seu declínio. Quando William H. Parker tornou-se Chefe de Polícia para o Departamento Policial de Los Angeles em 1950, a polícia começou a reprimir o crime organizado – ao invés de auxiliá-lo. A enfraquecida família de Los Angeles perdeu espaço para A Chicago Outfit e as famílias de Nova York. Devido a mais de 50 homicídios irresolutos por parte de gangues na primeira metade do século, o L.A.P.D. (sigla em Inglês para Distrito Policial de Los Angeles) formou uma operação especial para lidar com o problema: “O Esquadrão Gangster”. Esse grupo de homens perturbou a família de Dragna, bem como à de Cohen, ao longo dos anos 1950. Frank Bompensiero e Jimmy Fratianno começaram a cumprir sentenças de prisão em 1953 e 1954, respectivamente. Em 1956, Jack Dragna morreu de taquicardia e foi feita uma votação pelos membros mais antigos da família para eleger seu novo chefe. Johnny Roselli foi visto como sendo a escolha mais lógica, mas o advogado-que-virou-gangster, Frank DeSimone, saiu vitorioso. Um Roselli desapontado, que sentia que DeSimone armara a eleição, transferiu-se de volta ao Aparelho de Chicago. Fratianno fez o mesmo, após sua soltura da prisão em 1960.

Com Dragna tendo partido dessa vida e seu irmão, Tom, tendo se retirado após sua morte, a família do crime perdeu suas rédeas. Rapidamente ficou patente que DeSimone era um chefe incompetente. De acordo com um informante não identificado, ele estuprou esposa do ex-subchefe Girolamo Adamo, o “Momo”, o que fez com que Adamo atirasse em sua esposa (que sobreviveu) e matasse a si mesmo. Isto significou os top 3 homens da era de Dragna: o chefe, o subchefe e o consigliere estavam todos inativos, em Los Angeles, quase imediatamente após DeSimone ter assumido o comando. DeSimone estava presente no malfadado Encontro do Apalachin com seu segundo subchefe, Simone Scozzari. Quando o encontro sofreu incursão policial, DeSimone foi detido como mafioso. Ele, anteriormente, não tinha registro de prisão e acreditava-se que era um simples advogado. Scozzari veio sob o escrutínio da ação pólicial e foi deportado para a Itália em 1962 por ser imigrante ilegal. Por volta de 1965, estimava-se que o número de membros da família de L.A. vivendo em Los Angeles caíra para 30, ao passo que a família tinha, de fato, uma forte presença em San Diego. DeSimone focava-se em “usurpar” apostadores e apostadores autônomos por temor de que corressem logo para a polícia. Nos anos 1960, o Chefe da família criminosa Bonanno, Joseph Bonanno, armou para que assassinassem DeSimone por ter falhado em aproveitar as oportunidades criminais vivenciadas em Los Angeles. O plano foi frustrado, mas fez com que DeSimone ficasse bastante paranoico, jamais saindo de sua casa à noite. O reinado malsucedido de DeSimone concluiu-se com sua morte, em 1967, após 11 anos no poder.

O terceiro subchefe de DeSimone, Nick Licata, o “Velhote”, o sucedeu. Licata tinha fortes laços com famílias da Máfia do Centroeste e do Sul, e mantinha contato com a máfia de Las Vegas, a qual, foi ajudada pelo alto sicário Frank Bompensiero ter se tornado informante disfarçado, em 1967. Em 1963 Joe Valachi descreveu a Máfia como sociedade secreta do crime, auxiliando em ataques físicos da força policial ao crime organizado e apontou Licata como mafioso de alto escalão em Los Angeles. Um ponto de luz em tal período foi que a empresa de Louis Tom Dragna, “Roberta Dress Manufacturing” (“Fábrica de Vestidos Roberta”, em tradução livre) estava se tornando num negócio de 10 milhões de dólares. Isso foi possível porque, nos anos 1950, Jack Dragna enviou à voo o expert em sindicatos Johnny Dio, tendo partido de Nova York City, para ensinar a Louis como se manipular sindicatos no Distrito de Vestuário de Los Angeles. Licata tinha grande esperança de restaurar à família em declínio, mas com a polícia e o FBI constantemente monitorando sua família, Licata não foi capaz de fazer um trabalho “lá muito melhor” que o de DeSimone. Em 9 de julho de 1969, Licata foi levado em custódia após recusar responder perguntas numa seção de um grande juri federal sobre a estrutura do sindicato do crime de L.A. Ele foi mantido por desrespeitar o tribunal ao recusar em dar testemunho após ter recebido imunidade do processo e, eventualmente, cumpriu seis anos de prisão. Um par de acusações, no meado dos anos 1970, ameaçou pôr a maior parte da família em operação na prisão.

Em março de 1973, sete homens foram presos por gerirem uma operação de apostas fraudulenta em Los Angeles que arrendava até U$D 250.000,00 por mês. O julgamento deles foi atrasado quando o informante e testemunha principal, ex-associado da Máfia John Dubcek, foi baleado e morto em Las Vegas. Embora isso tenha amedrontado outros informantes de testemunhar, eles ainda foram condenados e receberam sentenças leves. Quatro meses depois, outros 12 homens foram acusados de conspiração, pedaladas fiscais e extorsão contra apostadores autônomos, agiotas e pornógrafos. O subchefe de Licata ,Joseph Dippolito, teve grandiosa influência em Joseph Dippolito e o Império Inland em empreendimentos tanto legítimos como criminosos. Ele foi visto como sucessor de Licata mas morreu inesperadamente de taquicardia em janeiro de 1974, com a idade de 59. Em 19 de outubro de 1974, após uma longa batalha com avarias, Nick Licata morreu na idade de 77.

Jimmy Fratianno 

O sucessor de Licata, Dominic Brooklier, foi (inicialmente) capaz de estabilizar os negócios da família; porém, mais tarde, obteve considerável dano, causado por informantes do FBI. Brooklier foi capaz de fazer dinheiro à beça com pornografia, extorsão, e drogas, mas não foi capaz de retomar o controle dos desvios feitos por intermédio de apostadores independentes, em Los Angeles. The Last Mafioso descreveu várias instâncias durante a época em que a família pegava uma mamata de dinheiro da indústria pornográfica. Esses homens então pagavam uma taxa ao seus apostadores de apoio financeiro da Máfia, comumente na Costa Leste, para colocar as coisas nos eixos. Uma vez que pagassem, os “apoios” da Máfia secretamente dividiam o dinheiro com a família de L.A. Brooklier, além disso, ordenou a morte de Frank Bompensiero, por seu crescente criticismo da família, e posteriormente descobrindo evidência de que ele estava cooperando com o FBI. Quando Brooklier foi sentenciado a uma curta reclusão, junto de seu subchefe Samuel Sciortino, em 1975, Jimmy Fratianno transferiu-se novamente para a família de L.A. e foi nomeado chefe atuante. Fratianno levou esse cargo à cabeça, viajando então ao longo do país, criando conexões e estabelecendo acordos. A meta de Fratianno era trazer de volta às famílias em pobre condição estatura e reputação dentre a Máfia. Desde a morte de Jack Dragna, Los Angeles estava começando a ser visto como uma “cidade aberta”, em que qualquer família poderia fazer negócios, porém Fratianno esperava que: restaurando as famílias caídas, ele pudesse ser visto como candidato a oficialmente conduzir a família, mesmo quando Brooklier fosse solto. Contudo, Brooklier rapidamente reassumiu o comando da família, após sua soltura, e Fratianno foi novamente relegado a ser um soldado de nível raso.

A queda veio quando Fratianno tornou-se o segundo Mafioso americano a virar a casaca, junto do Estado, e testemunhar contra a Máfia no tribunal. Ele tomou esta decisão ao saber do F.B.I. que Dominic Brooklier havia ordenado sua morte. Brooklier, que não confiava em Fratianno, ordenou o assassinato porque Fratianno estava se apresentando como chefe da família e sentia que ele estava tentando usurpá-lo. Fratianno testemunhou contra mafiosos não apenas em Los Angeles, mas ao longo do país. Embora o Departamento de Justiça pensasse ter finalmente “engrampado” a Máfia de Los Angeles, um Juiz Federal deu a Brooklier, Sciortino, Michael Rizzitello, Dragna e Jack LoCicero sentenças leves variando de dois a cinco anos, em 1981, por corrupção e extorsão. Brooklier ainda comandava a família de sua cela de prisão até que morreu de taquicardia, em 1984. Com o confinamento de Brooklier, o capo Peter Milano rapidamente deu um passo a frente, e começou a comandar a família em 1981.

Os irmãos Milano

Peter Milano foi oficialmente feito chefe da família criminosa de Los Angeles com a morte de Brooklier, em 1984. Ele fez de seu irmão, Carmen Milano “Flipper”, seu subchefe. Desde o reinado de Milano, a família esteve maciçamente envolvida em narcóticos, pornografia, apostas ilegais e agiotagem. 20 figuras do crime organizado com grande reputação foram presas em 1984 – naquilo que oficiais da força policial disseram ser uma tentativa de assumir uma operação de apostas ilegais que renderia U$D 1 milhão por semana, em Los Angeles.

Nenhum dos irmãos Milano (nem seis dos outros originalmente presos) foi acusado, devido à falta de evidências. Quando Peter Milano tornou-se chefe, rejuvenesceu a família esgotada, introduzindo novos membros, tais como Stephen Cino (“Steve, o Baleia”), o cantor Charles “Bobby Milano” Caci, Luigi “Louie” Gelfulso Jr. e os irmãos shylok [referência a um fiador de “O Mercador de Veneza”, de Shakespeare, que empresta dinheiro para Antonio mas requer, em troca, um pedaço da própria carne de Antonio, caso a dívida não fosse sanada em tempo] Lawrence e Anthony Fiato (“The Animal”) na família. O mafioso que virara informante de nome Kenny Gallo deu todo o mérito aos irmãos por “ajuda[rem] a Pete Milano para dar uma repaginada na Família de L.A.”. Com a família “turbinada”, Milano logrou ter quase todo apostador de Los Angeles pagando uma taxa mafiosa para a família de L.A. Robert Zeichick, o “Puggy”, forneceu um empréstimo de 1 milhão em espécie que foi usado para financiar uma enorme operação de agiotagem. A família de L.A. tornou-se dominante no quesito agiotagem, na área. A influência da família se alastrou longe, até Las Vegas, onde tinham antigos laços vigentes. A Máfia considerava Las Vegas uma “cidade aberta”, em que qualquer família poderia trabalhar.

A hierarquia total da família, incluindo os irmãos Milano, os capitães Mike Rizzitello, Jimmy Caci, e Luigi Gelfuso juntamente de muitos outros mafiosos foram presos por diversas acusações, ao findar dos anos 1980, tudo por conta de informações e gravações coletadas pelos irmãos Fiato. Essas acusações para tantos membros aleijou de maneira permanente à família e pôs a família à beira da extinsão. Enquanto Rizzitello, que fora absolvido de suas acusações iniciais em juri, foi sentenciado a 33 anos de prisão em 1989, por tentativa de homicídio (lugar em que morreria, em 2005) os irmãos Milano foram declarados culpados em infrações menores; Peter recebeu uma sentença de seis anos de prisão e Carmen recebeu seis meses, apenas. Quase que cada membro da família acusado foi considerado culpado por receber menores sentenças e o F.B.I considerou a Máfia extinguida, em Los Angeles.

Entretanto, desde a soltura em liberdade condicional de Peter Milano em 1991, ele reassumiu o comando da família enfraquecida. A família de Los Angeles desde então tentou entrar em Las Vegas com a família do crime Buffalo. A família entrou nas manchetes novamente com o assassinato do associado do Aparelho de Chicago Herbert  Blitzstein “Herbie Gordo” por Buffalo e membros da família de Los Angeles, em 1997. Bliztein tinha um negócio de seguros de automóveis fraudulentos e agiotagem, os quais, as duas famílias procuraram assumir o controle. Isso gerou um grande caso de escrutínio por parte do FBI aplicado a ambas as famílias. Membros como Stephen Cino e Alfred Mauriello foram condenados por acusações relacionadas, juntamente com outros associados que cooperaram com os oficiais, a fim de receberem sentença reduzida, pondo a família criminosa de L.A. à beira do abismo. Por volta dos anos 1990, a família de L.A. foi apontada tendo 20 membros oficiais.

Localização e liderança atuais

Grande parte das atividades criminais da família tem sido encobertas, desde as acusações formais de Las Vegas. A força policial alternou sua atenção para outras gangues como a dos Russos e a Tríades, que são “mais sinistras e, de longe, mais prevalescentes e expandidas”. Até sua morte, Peter Milano ainda era tido como sendo o Chefe oficial da família do crime de Los Angeles. No entanto, desde os anos 1990, seu envolvimento no crime, junto dos outros membros, tornou-se grandemente reduzido. Alguns membros como Rocco Zangari e Russel Massetia se mudaram, saindo do estado e deixaram a família, todos de uma vez. Outros membros, como Carmen Milano e Jimmy Caci, morreram de avançada idade, não tendo sequer pessoas mais jovens que os substituíssem. Los Angeles não possui uma alta concentração de italianos, assim como a Costa Leste, para ampará-los – então, recrutar novos membros é um desafio a se encarar. Com os muitos grupos raciais da Califórnia Sulina, o Cosa Nostra encarou uma batalha desgastantérrima ao disputar com muitas gangues de rua na área por desvios de dinheiro criminosos. A força policial também considera os membros da Máfia da Costa Leste se mudarem para a Califórnia como uma ameaça. A família de L.A. agora ostenta rumores de ser um bando da Costa Oeste à serviço da família Gambino, em Nova York.

Chefes

  • 1905–1931 – Joseph Ardizzone “Homem de Ferro”(assassinado)
  • 1931–1956 – Ignazio Dragna, o “Jack”
  • 1956–1967 – Frank DeSimone
  • 1967–1974 – Nicolo Licata, ou “Nick, o Velhote”
  • 1974–1984 – Dominic Brooklier, o “Jimmy”
  • 1984–2012 – Peter Milano ou, simplesmente, “Pete”
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