10 Inspirações na Vida Real para Personagens de O Poderoso Chefão

O Poderoso Chefão é uns dos filmes culto mais famosos do mundo. A história do patriarca de uma família criminosa de Nova York, e de seu filho que assume os “negócios da família”, é em grande parte baseada no romance de Mario Puzo do mesmo nome, com o diretor Francis Ford Coppola, e juntos produziram novos materiais para os filmes.

Entretanto Puzo baseou muitos dos personagens nos verdadeiros jogadores do submundo, aproveitando o que ele viveu enquanto crescia e trabalhava em Nova York. Veja a seguir 10 Inspirações na Vida Real para Personagens de O Poderoso Chefão.

1) Frank Costello Foi Inspiração para Vito Corleone

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Frank Costello

Don Vito partilhava traços em comum com vários chefes mafiosos. A furtividade e influência de Carlo Gambino, o mais poderoso chefe da máfia dos anos 60 e 70. O comportamento das antigas de Joseph Bonanno. Semelhantemente a José Profaci, Vito dependia de sua distribuição de azeite  como fachada para suas atividades ilícitas. E como ambas as famílias do crime Profaci e Bonanno, os Corleone eram pequenos, insulares, e poderosos em suas comunidades.

O chefe da máfia mais parecido com Vito, contudo, foi Frank Costello.

Após a Guerra Castellammaresa — um conflito sangrento entre gangues italianas e sicilianas — Costello foi fundamental para auxiliar Lucky Luciano, o Sortudo, a consolidar as gangues italianas dispersas de Nova Iorque em uma “comissão” de cinco “famílias” criminosas separadas.

Costello serviu como  consigliere  de vestuário a Luciano — um conselheiro respeitado pelo chefe da família, bem como era uma conexão a outras famílias, e árbitro de disputas. Quando Luciano foi deportado, seu subchefe e sucessor, Vito Genovese assumiu, porém logo fugiu do país. Costello, durante muito tempo o “poder por trás do trono,” um pouco  relutantemente assumiu  como chefe da família.

Costello, assim como Corleone, drenou boa parte de sua força a partir de sua influência com poderosas figuras políticas e empresariais. Ele era conhecido como “O Primeiro Ministro” por suas habilidades diplomáticas, incluindo, caso fosse necessário, fraude e chantagem. Tanto o chefe do crime real quanto o ficcional preferiram agir de modo discreto à polícia — ação preferível em detrimento de derramamento de sangue — e manteve uma posição contra membros “honorários” experientes que tráficassem narcóticos. Ambos também sobreviveram  tentativas de assassinato públicas.

Em análise final, quando Marlon Brando estava pesquisando o papel, ele ouviu fitas de Costello falando ao Comitê Kefauver sobre o Crime Organizado. Brando usou o tenor rouco de Costello como base para a voz de Don Corleone.

2) Frank Sinatra foi a Inspiração para Johnny Fontaine

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Frank Sinatra

Desde Charles Foster Kane (do filme “Cidadão Kane”), nenhum outro personagem cinematográfico foi tão nitidamente “extraído” da vida real do que Johnny Fontaine. Fontaine, como Sinatra, foi um rapazinho bem criado da vizinhança, resgatado de um contrato injusto a um líder de banda por um “amigo” que possuía conexões com o submundo criminoso. E, assim como Fontaine, a carreira de Sinatra foi resgatada por seu papel em um filme de guerra (”A um passo da eternidade”). Sinatra, contudo, não teve de recorrer a uma medida tão drástica como saltar pela cabeça de um cavalo, por entre as folhas de um chefe de estúdio.

Suas conexões com figuras do submundo, no entanto, são lendárias. Por muito tempo diretor do FBI e aficionado por vestuário de showgirls, J. Edgar Hoover afirmou que Sinatra tinha um  “complexo de arruaceiro” —  ele certamente gostava de bancar o marrentão, e seus associados geralmente lhe proviam a musculatura necessária.

Ninguém jamais acusou Sinatra de extorsão, mas ele era mesmo, no mínimo, um mafioso farejador de fanboys da mais elevada estirpe. E, apesar de seu desdém por romances escritos (ele uma vez desdenhou de Mario Puzo, quando se apresentaram, em um restaurante, recusando-se a levantar os olhos de sua refeição e chamando-o de “cafetão”), ele foi ligeiramente considerado para o papel de Vito Corleone, e fala-se que teve reuniões preliminares com Coppola.

3) Willie Moretti Foi a Inspiração para Luca Brasi

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Willie Moretti

O primo de Frank Costello foi também seu principal pistolão, e foi considerado o “músculo” por trás Costello. Se não foi bem o assassino-experto lendário que Luca Brasi foi no filme e no livro, Moretti, como Brasi fez com Johnny Fontaine, teria supostamente enfiado um revólver  na boca do líder de banda Tommy Dorsey, para tirar o jovem Frank Sinatra de um contrato injusto.

Menos severo do que o sociopata Brasi, Moretti passou sua vida levando tudo na brincadeira, nas audiências do Crime Organizado Kefauver (“O que quer dizer? Tipo, se carrego um cartão de membro escrito ‘Máfia’ nele?”) e geralmente desfrutava de seu estilo de vida mafioso. Mas essa sua rotina à la “stand-up comedy” nas audiências Kefauver, dentre outros comportamentos cada vez mais erráticos, deixaram algumas pessoas nervosas. Comentava-se que Willie estava perdendo sua sanidade mental, e ficando  muito falador  para o conforto de seus chefes.

No que Vito Genovese rotulou como um “golpe de misericórdia,” Willie foi executado após seu almoço, no Salão Elbow Joe, em Nova Jersey. Ele foi baleado no rosto, o tradicional  sinal mafioso de respeito ao recém-falecido.

Assim como a execução de Brasi abaixou a força da Família Corleone para com as famílias rivais Tattaglia e Barzini, a “eliminação” de Moretti foi vista como componente essencial para o afrouxamento da posse de Costello sobre a familiaridade Luciano-Genovese-Costello, deixando o eixo aberto à exploração da Família Gambino.

4) Salvatore Bonanno (o Bill) foi a Inspiração para Michael Corleone

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A esquerda – Salvatore “The Bill” Bonanno

O já mencionado Joseph Bonanno nunca quis que seu filho Bill o seguisse nos negócios da família, enviando-o à faculdade de Direito e empurrando-o na direção de uma vida “direita”. Mas, conforme ele – o filho – foi avançando em seu caminho, foi ficando cada vez mais envolvido na operação criminosa da família Bonanno, e assumiu como o chefe de operações substituto da Família Bonanno.

Como líder do submundo, no entanto. Bill foi mais Fredo (o personagem do Poderoso Chefão) do que Michael. Jamais foi aceito pelos homens na rua, e foi  visto como um fantoche para as maquinações do velho. E, diferentemente de Michael, que se movia com uma discrição super auto-confiante e eficácia que espantaram até mesmo seu pai, Bill chamava mais atenção que uma prostituta ou uma marionete, sempre capaz de estragar tudo. E diferentemente de Michael — que conduzia sua família ao sucesso mundano, direitinho, ao mesmo tempo em que mantinha sua influência no submundo do crime — Bill deixou o seio da família, trabalhando como produtor ou consultor para filmes melodramáticos com base em sua própria “experiência”.

5) Vito Genovese Foi a Inspiração para Emilio Barzini

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Vito “Don Vito” Genovese

Enquanto para Don Corleone a “honra” representava um distinto código de vida, para Barzini, ela era um fundamento para suas manipulações. Ambos eram homens astutos e focados, visionários. Todavia, diferente de Don Corleone, Barzini pouco se importava com as tradições de sua cultura, preferindo ver as coisas em termos eficiência padrão; ignorando que, o que ele rechaçava como mero sentimento, era, na verdade, o tecido que manteve o grupo mafioso La Cosa Nostra junto e bem sucedido por tanto tempo.

Genovese era mais brutal, menos urbano que Barzini. Mas ele não era menos mercenário, e estava tão disposto quanto a não deixar conceitos antiquados atrapalharem seus negócios. Vito Genovese — ainda que tivesse decretado que narcóticos fosse sinônimo de passar dos limites, para os homens de sua organização — esteve profundamente envolvido no contrabando e distribuição de heroína e cocaína. E a arrogância de Genovese, como Barzizni, levou-o a pensar sobre si mesmo como sendo “Capo di tuti capi”, o “Chefe dos chefes”.

Embora Genovese e Frank Costello tenham trabalhado dentro da mesma família criminal, eram muito desconfiados um do outro e lutaram pelo comando. É quase certo que Genovese esteve por trás da tentativa de assassinato a Costello. E alega-se que Costello tenha fornecido informações às autoridades que cabalmente levaram Genovese à prisão sob acusação de distribuição de drogas, em 1959.

Familia Genovese: A “Rolls Royce” do crime organizado

Ele tentou governar sua família da prisão, com algum sucesso. Mas a falta de se ter um chefe “nas ruas” mostrou-se algo corrosivo, e sua família caiu em poder e influência. Genovese morreu na prisão em 1969.

6) Bugsy Siegel foi a Inspiração para Moe Greene

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Benjamin “Bugsy” Siegel

No universo de O Poderoso Chefão , Moe Greene inventou Las Vegas. Na vida real, foi Bugsy Siegel.

Siegel foi um carrasco para a corporação “Murder, Inc.,” grupo de assassinos sediado em Nova Iorque, em sua maioria de judeus e irlandeses, que a máfia italiana desenvolveu para terceirizar alguns de seus trabalhos mais delicados. Ele foi depois enviado para Los Angeles para trazer algum controle aos desvios financeiros de lá e, de maneira subsequente, começou a topar com estrelas de Hollywood. Ele e George Raft eram camaradas, e ele era conhecido por sair pra curtir com Sinatra e Clark Gable.

Ele pensou Las Vegas — na época, uma cidade desprezível, com salões de jogos de cartas puídos e tavernas de gim — achou que pudesse ser transformada num destino glamouroso. A história provou que ele estava certo.

Veja Também: A historia completa da Máfia em Las Vegas

Siegel chamou seu velho amigo e parceiro Meyer Lansky, o “rapaz dos cálculos” da máfia, e financiou seu projeto. Ele não poupou gastos para construir o Flamingo, um cassino de luxo e complexo de entretenimento. Ele trouxe decorações chamativas, instalou iluminação o suficiente para abastecer uma cidade pequena, e contratou os showmen mais populares do entretenimento. E as pessoas vieram.

Mas as receitas estavam lentas fazer seu caminho de retorno aos patrocinadores de Siegel. O desembolso foi enorme, mas parecia haver outras questões. Lansky, ao que parece, estava convencido de que seu velho parça estivesse vacilando, roubando dinheiro da renda bruta, antes de relatar a mesma. E Lansky, já depois de várias chances, foi relutante mas concordou que Siegel teria de partir. Para Lansky, amizade não era competir por dinheiro.

Na noite de 17 de Junho de 1947, Siegel sentou-se na sala de estar da casa de sua amante, Virginia Hill (cujas pernas longas inspiraram o nome do cassino Flamingo). Um atirador desconhecido abriu fogo pela janela, acertando Siegel várias vezes. Embora tenha sido relatado, inicialmente, apenas um tiro no olho, ele na verdade foi atingido 2 vezes no rosto, e a pressão fez com que seu olho direito fosse “cuspido” para fora do crânio.

Moe Grene é assassinado menos por mau comportamento financeiro, e mais por embaraçar a Família Corleone (ele deu um tapa publicamente em Fredo, seu pupilo no negócio do cassino). Porém ele sofre um destino similar Enquanto recebia uma massagem, ouviu seu nome, pôs seu óculos, levantou o rosto, e uma bala então estilhaçou a lente direita de seu óculos. A imagem do sangue fluindo para fora de sua órbita ocular é uma das mais memoráveis do filme.

7) Tommy Lucchese Foi a Inspiração para Philip Tattaglia

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Tommy “Três dedos” Lucchese

Embora Lucchese não fosse meramente um “cafetão” como Vito descreveu Tattaglia, sua família era relativamente pequena, e ele precisava recorrer a outras famílias  , por influência e músculo.

Em um esforço de crescer em força e poder, Lucchese rompeu com a tradição da máfia e permitiu que um associado, Vincent Papa, contrabandeasse e distribuisse heroína. Papa acabou tornando-se um criminoso visionário, e os lucros, previsivelmente, giraram continuamente

Papa mais tarde seria sentenciado à prisão por sua parte nos roubos de drogas da Conexão Francesa — e, lá, ele foi esfaqueado até a morte, em 1977.

E o Lucchese? Ao contrário do desagradável pequeno Philip Tattaglia — o qual foi morto a tiros em um quarto de hotel, com uma das prostitutas que serviam sua família — Lucchese usou a organização e a rede de Papa para fazer uma fortuna com o narcotráfico. Ele cresceu em estatura dentro da máfia, e morreu aos 67 de um tumor no cérebro, um dos poucos membros da La Cosa Nostra que jamais passaram um dia na cadeia.

Às vezes, o karma tira um dia de folga.

8) Gaspare DiGregorio foi a Inspiração para Salvatore Tessio

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Salvatore Tessio

DiGregorio, como Tessio, era capitão de confiança em sua família criminosa, extremamente poderoso dentro da organização Bonanno. Mas quando Bonanno decidiu promover seu filho, DiGregorio se sentiu menosprezado.

Com a ajuda de outros chefes de mafiosos, incluindo Gambino, Lucchese e Stefano Magadino, DiGregorio planejou a destituição de Bonanno, e a “Guerra das Bananas”, como a imprensa de Nova York chamou, começou.

Tessio escalou Michael Corleone para um assassinato, em um “breve reunião informal”. DiGregorio, chefe recém-nomeado da família Bonanno, armou uma emboscada em uma reunião similar com a facção Joseph Bonanno. Diferente de Tessio, que é pego e é “levado para dar uma volta,”os homens de DiGregorio arrasaram com seu ataque, disparando tiros contra a delegação de Bonanno que vinha chegando.

Nem um único tiro acertou o seu alvo. Os Bonanno escaparam.

Os outros chefes, presumivelmente entre “ataques” de riso pela plena incompetência de DiGregorio, mantiveram-no em posição até que pudessem encontrar um substituto, depois do que ele foi aposentado, vivendo em relativa obscuridade até falecer em 1970.

9) Meyer Lansky Foi a Inspiração para Hyman Roth

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A esquerda – Meyer Lansky

“O Poderoso Chefão: Parte 2” nos apresenta Hyman Roth, cuja parceria com Don Vito era semelhante à de Meyer Lansky com Luciano o Sortudo e Frank Costello.

O diminuto Lansky era um gênio financeiro e era tão responsável pelo sucesso do crime organizado como qualquer outra pessoa. Luciano, Costello e outros buscavam e valorizavam seu conselho.

Assim como Roth, relutantemente, concordou com o assassinato de seu velho amigo e parceiro Moe Greene, Lansky, igualmente, percebera a importância de se executar Siegel. No filme, Roth pronuncia a frase “Somos maiores do que US Steel,” uma frase que foi depois atribuída a Lansky. E a primeira conexão de Roth com a máfia italiana foi Johnny Ola, aos moldes de Vincent Alo, o qual executou a mesma tarefa para Lansky. Ola foi retratado no filme de Dominic Chianese, cuja semelhança com Alo foi marcante, e que mais tarde passou a interpretar Tio Júnior na série de TV sobre a máfia Os Sopranos.

Diferente de Roth, que levou um tiro em um aeroporto pelo operante de Corleone Rocco Lampone, Lansky viveu para experimentar os 80 anos de idade, em uma modesta comunidade no sul da Flórida – similar à vizinhança de Roth, no filme.

10) Joseph Colombo Foi a Inspiração para Joey Zasa

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Joe Colombo

Joey Zasa, jovem chefe impetuoso de “O Poderoso Chefão 3” tem semelhanças imediatas com John Gotti. Certamente, Gotti, no momento em que o filme ainda estava sendo desenvolvido, era uma celebridade midiática diferente de qualquer outro chefe do crime desde Al Capone.

Mas Colombo, que assumiu a Família Profaci após a morte de Joe Profaci, foi o verdadeiro protótipo para Zasa. Ele amava ser o centro das atenções e tinha grande cuidado ao encobrir sua imagem. Como Zasa, ele deu o ponta-pé inicial numa empresa designada a focar nos aspectos positivos da comunidade ítalo-americana. A Liga de Direitos Civis ítalo-americana de Colombo era tão forte que logrou êxito ao conseguir que a Paramount Pictures garantisse que a palavra “máfia” nunca fosse utilizada em O Poderoso Chefão e as maquinações criminosas de Colombo até controlaram o trabalho conjunto operado na própria filmagem do filme.

E, como Zasa, Colombo foi baleado por uma insurreição levantada numa unidade de sua própria organização, uma execução pública que pretendia dar um recado. Em junho de 1971, com as filmagens de  O Poderoso Chefão sendo feitas na mesma cidade, Colombo foi baleado pelo afro-americano Jerome Johnson, disfarçado de padre. Em seguida, outro homem saiu da multidão, atirou e matou a Johnsone fugiu, em seguida.

Colombo tinha feito alguns inimigos poderosos. Carlo Gambino estava cansado de Colombo constantemente atraindo um holofote da mídia e da força tarefa policial. Dentro de sua própria família, os irmãos Gallo liderados por Joe Gallo “o Louco” lutaram pelo controle da organização. Joe “o Louco”, bastante progressista para uma mafioso, havia tornado-se amigo de vários afro-americanos na cadeia, e muitos achavam que Johnson fosse amigo dos colegas de Gallo, na prisão.

Família Colombo: a mais jovem e mais violenta das “cinco famílias”

Colombo sobreviveu ao ataque, mas viveu os sete anos seguintes paralisado e em estado semi-vegetativo. Ele morreu em 1978.

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