10 Atores de Filmes de Máfia que Supostamente tiveram laços com o Crime Organizado

Vamos simplificar: um bom Ator é alguém que sabe ser convincente. Talvez seja por isso que tantos astros conhecidos por interpretar mafiosos na tela, acabaram por ser personagens obscuros também fora dela. Qualquer cinéfilo adora um bom filme de gângster, mas esses atores amam tanto os filmes de máfia que eles próprios (supostamente) vivenciaram algumas ações criminosas! Veja a seguir 10 Atores de Filmes de Máfia que Supostamente tiveram laços com o Crime Organizado.


1) Lenny Montana, O Poderoso Chefão

enny Montana, O Poderoso Chefão

Lenny Montana é uma maravilha de ator, mais (ou talvez apenas) conhecido por seu papel no filme de Francis Ford Coppola, como o capanga Luca Brasi. No entanto, verifica-se que Lenny se ocupou em ser um capanga, na vida real, da Família Colombo do crime de Nova York nos anos 1970. Assim, o diretor famoso certa vez perguntou a Montana se ele sabia como girar o cilindro de um revólver, ao que o ator respondeu: “Você está brincando?”

“Montana costumava nos contar todas essas coisas, por exemplo, que ele foi um incendiário” o produtor Frederickson disse à Vanity Fair. “Ele amarrava absorventes na cauda de um rato, mergulhava-o em querosene, acendia-o, e deixava o rato entrar em um prédio. Ou ele colocava uma vela na frente de um relógio de cuco, e quando o cuco saia para fora, a vela caía e começava um incêndio”.

Bettye McCartt, assistente do produtor Al Ruddy, teve seu próprio momento mafioso com Montana: quando ela quebrou o relógio dela, ele percebeu e perguntou a ela qual tipo de relógio ela queria em substituição. “Eu gostaria de um relógio antigo com diamantes sobre ele”, McCartt brincou. Uma semana depois, Montana deu a ela um relógio de pulso de diamante antigo, colocando-o em sua mesa embrulhado em um lenço de papel.

2) James Caan, O Poderoso Chefão, O Poderoso Chefão II

James Caan, O Poderoso Chefão, O Poderoso Chefão II

Outra famosa joia de O Poderoso Chefão, James Caan é conhecido por seu papel como o de cabeça quente e malfadado Sonny Corleone, o protagonista da cena de morte mais emblemática na história do cinema gângster.

Mas, de acordo com o “The Week journal”, o próprio Caan acabou por ser, se não um bom Don, um bom amigo para um: em 2011, o ator se ofereceu para pagar a fiança de Andrew “Andy Mush” Russo, um poderoso membro da família mafiosa Colombo, após o mafioso ter sido pego pelo FBI. Apesar da oferta de Caan (de colocar em disposição qualquer coisa de valor pessoal para o tribunal aceitar a fiança), o magistrado negou a fiança de Russo, uma vez que era “um perigo para a comunidade”.

Andy Mush não foi o único membro da família Colombo com o qual Caan era próximo. O relacionamento de Caan com os Russos – especialmente pelo fato de que Andy Mush ser o padrinho do filho de Caan – deu ao ator uma boa reputação em New York. “Eu ganhei como Italiano do Ano duas vezes em Nova York, mesmo não sendo italiano”.

3) Anthony “Tony” Borgese, Os Bons Companheiros, Família Soprano

Anthony Tony Borgese, Os Bons Companheiros, Família Soprano

O ator nasceu e foi criado no Brooklyn, filho de um “cara das ruas”. Ele tentava a sorte no mundo do show business, até que recebeu uma chance precoce devido a uma oportunidade de se tornar cantor de uma boate. Borgese era amigo de Paul “Little Paulie” Vario Jr, gângster proeminente. Paul Vario Sr. arranjou a Borgese um show em um ambiente muito conhecido por mafiosos locais. Ele atuou em Os Bons Companheiros e Família Soprano.

Em 2011, o ator enfrentou uma sentença de prisão de vários anos após se declarar culpado de extorsão. “Eu costumava ter meios extorsivos para cobrar uma dívida de uma pessoa”, Borgese admitiu no Tribunal Federal de Brooklyn. A vítima não identificada, cuja mandíbula e costelas foram quebradas no espancamento, supostamente devia dinheiro a uma concessionária de carros em Nova York – o concessionário teria pedido a Borgese para ajudá-lo a recolher a dívida.

4) Jerry Orbach, Quase, Quase Uma Máfia

Jerry Orbach, Quase, Quase Uma Máfia

Jerry Orbach, que faleceu em 2004, é famoso por ter atuado como o detetive Lennie Briscoe em Law & Order por mais de uma década. Mas, independentemente de ter retratado um homem da lei na maior parte de sua carreira, o nome de Orbach faz jus a entrar para esta lista em virtude de um simples fato, surpreendente: o ator uma vez participou de uma prática mafiosa, conhecida como omertà, que era literalmente levar um assassino da máfia e seu segredo letal para o seu túmulo.

Orbach foi uma testemunha ocular do assassinato, em 1972, de Joseph “Crazy Joe” Gallo, um chefe da máfia de Nova York e amigo pessoal. Sua associação começou quando Orbach interpretou, em 1971, um personagem baseado em Gallo, no filme Quase, Quase Uma Máfia.

Os membros da gangue de Gallo lançaram rumores de ter procurado vingança contra escritores do filme, enquanto o próprio Joe “Crazy”, de volta às ruas de Nova York, após uma pena de prisão de dez anos, estava tão furioso que exigiu se encontrar com o homem que o havia retratado na tela. Mas, em vez de chegarem às vias de fato ou balas, Gallo e Orbach se tornaram amigos.

5) Robert De Niro, O Poderoso Chefão II, Os Bons Companheiros, Desafio no Bronx, Máfia no Divã

Robert De Niro, O Poderoso Chefão II, Os Bons Companheiros, Desafio no Bronx, Máfia no Divã

De Niro trabalhou em estreita colaboração com a Família Gambino, e com Anthony “Fat Andy” Ruggiano (caporegime da família), em preparação para seu papel em quase todos seus filmes de Mafia, especialmente no caso da comédia Máfia no Divã”.

Aparentemente, De Niro, que é bem conhecido por sua abordagem intensa com pesquisa, sentiu que precisava primeiro sentar-se com um mafioso assassino antes que ele pudesse retratar adequadamente o neurótico gângster fictício Paul Vitti.

A reputação de Ruggiano como um assassino do submundo do crime é bem documentada, principalmente graças ao seu próprio filho: Anthony Jr. que entregou seu pai durante o julgamento  Gambino, atestando que: “Fat Andy fez um monte de trabalhos para a família. Ele matou um florista em Brooklyn. Ele matou três pessoas em um armazém que estavam roubando jogos de dados. Ele matou alguém comigo …”.

Embora a associação de De Niro com com Ruggiano é facilmente explicada. Os dois  foram apresentados pelo ator Anthony Corozzo. Corozzo, que também é um suposto sócio de Gambino,  tem uma reputação notável: “Anthony é como um elo com a comunidade “, uma fonte disse ao NY Daily News.

No entanto, seu sobrinho, o advogado Joseph Corozzo Jr., negou que Corozzo tivesse trazido Ruggiano para o set de Máfia no Divã, enquanto De Niro alegou que o filme foi feito há muito tempo atrás, e que ele não de recorda do encontro com Ruggiano. “Bob raramente, ou nunca, discute suas técnicas de pesquisa”, disse Rosenfeld.

6) Michael Squicciarini, Família Soprano

Michael Squicciarini, Família Soprano

Scuch, ex-cobrador de dívidas para a Família mafiosa DeCavalcante de New Jersey, sobre a qual a família DiMeo, do seriado Família Soprano, é vagamente baseada, o ator que passou anos na prisão por conta de várias acusações de agressão agravadas, também tinha um plano reserva, que se provaria fatal. “Vamos dizer assim, se a indústria do cinema não der certo, eu sempre tenho algo para voltar a cair. Eu tenho a minha máscara e arma em casa.” Fiel à sua palavra, Squicciarini nunca escondeu seu passado mafioso.

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7) Alex Rocco, O Poderoso Chefão

Alex Rocco, O Poderoso Chefão

Em 1961, um jovem Rocco foi preso em conexão com o assassinato de Bernard “Bernie” McLaughlin, um líder de gangue irlandesa do formidável bairro de Charlestown, em Boston. Uma testemunha disse às autoridades que a Winter Hill Gang, do chefe James “Buddy” McLean atirou em McLaughlin em plena luz do dia, enquanto Rocco atuou como motorista de fuga. Ambos foram presos por suspeita de assassinato, mas um grande júri cairia para indiciá-los. Quatro anos mais tarde, McLean foi assassinado, uma vítima da guerra em curso da Winter Hill Gang contra a gangue de McLaughlin.

Enquanto isso, Rocco estava cumprindo pena de prisão por sua participação em uma briga em uma lanchonete de Somerville. Rocco e sua esposa se divorciaram, e ele deixou Boston e sua vida de crimes para trás. “Eu tinha que sair da área de Boston, então eu joguei uma moeda e disse: cara Miami, coroa Califórnia,” Rocco disse ao Boston Globe. “Eu estava nos meus 20 e poucos anos e vim aqui sem nenhum treinamento. Atuar não tinha vindo à minha mente”.

8) George Raft, Scarface (1932), A Morte Me Persegue

George Raft, Scarface (1932), A Morte Me Persegue

George Raft foi um ícone de filmes de gângster. Ele era amigo de infância do lendário mafioso irlandês da cidade de New York, Owney Madden, o qual trouxe para Raft autenticidade ao personagem arquetípico que ele criou. Antes que de ser um ator influente, Raft chegou a ser motorista pessoal de Madden, e, curiosamente, um dançarino talentoso. Foi um pouco antes de sair em turnê com um show itinerante executado por Madden, que Raft decidiu fazer uma audição para um papel em Scarface, filme vagamente baseado nas façanhas do chefão do crime Al Capone.

A fama de Raft ampliou sua influência, fazendo dele um ídolo de muitos dos gângsteres reais da época. Mas, por sua vez, Rapft tentou se distanciar da multidão aos olhos do público, insistindo que seus amigos em gangues eram apenas conhecidos. “Eu nunca fui preso, eu nunca tomei uma bebida, eu nunca fiz mal a ninguém, e eu dei todo meu dinheiro”, disse Raft. “Então como é que eu tenho essa reputação de vagabundo?” Raft conseguiu se esquivar de uma vida de crimes, ajudando a estabelecer os filmes de gângster como um alicerce de Hollywood que perdura até hoje.

9) Gianni Russo, O Poderoso Chefão

Gianni Russo, O Poderoso Chefão

É seguro dizer que o Russo previamente desconhecido nunca teria sido escolhido para retratar Carlo Rizzi, o gângster que trai Sonny Corleone, sem a ajuda de suas ligações do crime organizado. Diz a lenda que os diversos atores desconhecidos que esperavam para se juntar ao elenco de O Poderoso Chefão optaram por se gabarem de suas atitudes mafiosas, em vez de destacar as suas credenciais profissionais cotidianas, e foi essa abordagem que fez Russo chamar a atenção dos produtores do filme.

O ator encomendou uma equipe de filmagem para filmar sua própria fita de audição, em que ele atuou para os papéis de Michael, Sonny e Carlo. Russo, que foi então escalado como Carlo, mais tarde afirmou que o próprio Joe Colombo insistiu para o ator ser recompensado com um papel de destaque.

A história real de Russo começa com St. Antonio, para quem acende cinco velas por dia em agradecimento por ter sobrevivido à pólio quando criança. A cada dia, o chefe da máfia Frank Costello – retratado inesquecivelmente por Jack Nicholson em Os Infiltrados, de Martin Scorsese – passava, tendo o hábito de dar a Russo um dólar ou dois. Um dia, o gângster deu a Russo cem dólares em vez dos um ou dois dólares habituais, instruindo-o a encontrá-lo no Waldorf-Astoria Hotel na manhã seguinte. “Daquele dia em diante, eu estava com ele todos os dias”, diz Russo.

Esta é apenas uma das muitas histórias quase míticas de Russo, que também afirma que seu bisavô, Angelo Russo, foi um famoso mafioso siciliano; que ele tem uma ligação estreita com tais figuras do crime organizado notórias como John Gotti e Carlo Gambino; que ele tenha dormido com mulheres mais famosas do que ele pode contar, incluindo Marilyn Monroe…

10) Tony Sirico, O Poderoso Chefão: Parte II, Os Bons Companheiros, Os Sopranos

Tony Sirico, O Poderoso Chefão II, Os Bons Companheiros, Os Sopranos

A julgar por um perfil feito em 1990 no LA Times, Sirico, nasceu e cresceu em Bensonhurst, Brooklyn. “Onde eu cresci, cada indivíduo estava tentando provar a si mesmo. Ou você tinha que ter uma tatuagem ou um buraco de bala. Eu tive ambos”, Sirico disse ao Times. Antes de se tornar um ator, ele foi preso 28 vezes, primeiro por roubar moedas de uma banca de jornal na tenra idade de sete anos. Mas todos esses desentendimentos com a lei foram essencialmente apenas audições, para ouvi-lo dizer isso: “Eu tenho 28 detenções e apenas duas condenações, por isso você tem que admitir que tenho um registro muito bom de atuação”.


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